Cura de sintomas de sarampo

Há três anos, meu marido e eu tínhamos programado tirar férias em uma cidade do nordeste brasileiro. Mas, às vésperas da viagem, a mídia começou a noticiar que havia uma epidemia de sarampo no estado para onde iríamos, e recomendava precaução a todos os turistas que se dirigissem àquela região. Em uma das reportagens, eles enumeraram os sintomas da doença e orientaram todos que os sentissem a procurar um posto médico local. 

Entretanto, como nossa viagem já estava toda planejada, seria muito difícil cancelá-la na última hora. Além disso, como Cientista Cristã, sei que Deus está presente em todos os lugares e protege a todos. Por isso, tínhamos o direito de tirar nossas férias e desfrutar de um descanso que entendíamos como merecido. Não havia motivos para deixar que o medo nos impedisse de viajar devido ao receio de um contágio. 

Assim, seguimos para a cidade programada, onde passamos dias maravilhosos. Entretanto, poucos dias após retornarmos a São Paulo, começamos a manifestar dor de garganta, febre, moleza no corpo, olhos vermelhos e gripe, indicações da doença que estava sendo tão propagada.

Conversando com meu marido, percebemos que, apesar das nossas orações para reconhecer a proteção de Deus, a qual é sempre infalível, ainda assim nos deixamos sugestionar pelos sintomas divulgados nos cartazes dos aeroportos pelos quais passamos. Lembramos também que no hotel tivemos contato com algumas pessoas que manifestavam os tais sintomas. Notamos que, sem perceber, deixamos que o medo ao contágio se alojasse em nossa consciência.

Decidimos, então, nos volver à oração para acalmar o medo. Em seguida, liguei para uma Praticista da Ciência Cristã e lhe relatei o que eu vivenciava naquele momento. A praticista concordou em me ajudar por meio da oração. Pedi-lhe que incluísse em seu tratamento metafísico o meu filho, então com três anos, pois ele também começou a apresentar vermelhidão no corpo. 

A primeira recomendação da praticista foi para que eu reconhecesse e sentisse que o Amor divino cuida constantemente de todos. Tomar consciência dessa proteção do Amor divino elimina o medo. Em minhas orações, lembrei-me deste trecho bíblico: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo” (1 João 4:18). Com esse trecho senti mais segurança para prosseguir meu tratamento pela Ciência Cristã, porque entendi que poderia confiar em Deus, o Amor divino, que é infinito e está em toda parte. Por isso, não havia por que manter meu pensamento amedrontado, com a sensação de ter violado uma suposta lei material ou me exposto a algum perigo, como o de contágio.

Foi interessante perceber que durante a noite meu corpo ardia, mas eu não me deixava abalar nem ser tomada pelo medo de que aquele estado pudesse piorar. Eu sabia que o ardor não poderia agredir minha essência real, à semelhança do Espírito. Entendi que minha identidade espiritual não pode ser tocada por nada que não expresse a perfeição de Deus. 

A doença não evoluiu, ao contrário, os sintomas diminuíram. O mesmo ocorreu com meu filho. Em alguns dias, tanto ele quanto eu recuperamos totalmente nosso bem-estar.

ANA CARLA PAIVA VICENCIO

Apresentei os mesmos sintomas que minha esposa relatou e, devido à força com que se manifestaram, ausentei-me do trabalho e permaneci em casa por alguns dias, orando em busca de cura.

Liguei para um Praticista da Ciência Cristã e lhe pedi ajuda pela oração. Contei-lhe também que certo dia, durante as férias, fiz uma caminhada em companhia da minha sogra e, ao chegarmos em determinado local, a ponte que precisávamos atravessar estava quebrada. O único meio de chegar ao outro lado era por travessia via nado. Ninguém estava se aventurando a isso e minha sogra decidiu parar ali mesmo. Mas eu queria completar minha caminhada e atravessei a nado, um pouco preocupado porque se tratava de água parada. Fui até o local desejado e depois retornei pelo mesmo lugar. Reencontrei minha sogra e voltamos ao hotel.

Relatei ao praticista que havia passado por aquela água parada e estava preocupado com as possíveis consequências da minha imprudência. Sentía-me culpado por aquela ação. 

O praticista recomendou que eu estudasse, no livro <i>Ciência e Saúde, </i> a alegoria de um julgamento, na qual a “defesa da Ciência Cristã” cura o réu, um “homem acusado como culpado de doença hepática” (ver pp. 430-442). Chamou-me atenção, ao final do julgamento, esta explicação: “Ante o tribunal do Espírito divino não há julgamento por doença. Nele, o Homem é julgado inocente de transgredir leis físicas, porque não há tais leis” ... “...e por toda a vasta sala de audiências do Espírito ressoou o brado: Inocente. Então, o prisioneiro levantou-se regenerado, forte, livre” (p. 442). Compreendi que eu também era inocente, pois sou filho de Deus, feito à Sua imagem e semelhança. Portanto, expresso somente a perfeição divina, e não posso estar contaminado ou sofrer castigo por ter nadado em águas paradas.

O praticista também me disse para que eu desse um “xeque-mate”, como a última tacada em um jogo de xadrez. Naquela situação, o xeque-mate seria compreender e expressar o Amor, sabendo que o Espírito me completa e protege.

Orei com esses pontos e comecei a me sentir melhor, conseguindo ter controle sobre a ardência e coceira que se apresentavam em meu corpo. Procurei não me deter na culpa, mas reconhecer, como a minha esposa o fez, que “o perfeito Amor lança fora [todo] o medo” (ver 1 João 4:18). O praticista esclareceu que o medo produz tormento, desastres da natureza, explosão de sentimentos, angústias e coisas negativas que não fazem parte da harmonia divina. Ele também comentou que Deus é a única Causa, e eu sou Seu filho completo, harmonioso e livre de qualquer mal. Tudo o que é verdadeiro sobre a causa é verdadeiro sobre o efeito, hoje, sempre e em todas as circunstâncias. 

Com essas ideias, consegui orar com mais firmeza no sentido de eliminar todo o medo e toda a culpa. Comecei a sentir muita gratidão por estar envolvido no Amor infinito de Deus e por ter tido tempo de estar de férias junto com minha família, em um ótimo e lindo lugar. Dessa forma, consegui dar o xeque-mate na suposta lei material de contágio, e estabelecer na consciência a supremacia do Espírito. Fiquei feliz quando, após alguns dias, vivenciei a cura de forma completa e permanente.

MARIO VICENCIO

Mario e Ana Carla moram com o filho, Luigi, na cidade de São Paulo, SP.